Nos primeiros tempos a bordo do Tarsus, Joe não conseguia deixar de sentir como se fosse um forasteiro, um estranho, mais do que isso - um acessório supérfluo que não pertencesse àquele cenário, como se não fosse legítimo ele estar ali e tivesse ali vindo parar por fruto do acaso ou, pior, por engano. Mas, outras vezes, descobria-o aos poucos, era com aquilo que sonhara a vida toda e sabia-o intimamente, era para aquilo que era feito.
Noutras vezes, o sentimento de estar a mais era reforçado por aqueles que o olhavam de soslaio ou com desconfiança. Era o caso dos tenentes Wojtech e Fink.
Felizmente não eram todos assim e o pelotão Hevdrung, onde começara por ser integrado de início, até o acolhera bem. Faziam parte do esquadrão de ataque do Troy, a maior nave de apoio do cruzador intergalático Tarsus. Como pelotão de jovens recrutas que era o H, eram pau para toda a obra e eram-lhes relegado as missões mais taxativas, de escolta, de vigilância, de acompanhamento, o trabalho de terreno e de rotina que não interessava aos outros. O H servia para que os novos a bordo se habituassem ao ramdam do Tarsus e o alto-comando soubesse posteriomente onde encaixá-los.
O H era passagem obrigatória para quase todos os "caloiros" e todos tinham como objectivo ser promovidos para uma outra equipa o mais depressa possível. Era preciso fazer as provas.
No primeiro dia, Joe entrosou conversa com Clark, Lowry e Tellini. Os outros pareceram-lhe mais distantes. E o futuro viria a dar-lhe razão nas suas primeiras impressões.
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