Joe cruzou o seu amigo Drago ao almoço na cantina R2 e logo ali, entre dois crunburgers e um sumo de vitaminas, planearam um piquenique na estufa fria do quarto andar, no domingo a seguinte. Drago falhou-lhe na sua última conquista, uma sino-chilena com o nome predestinado de Moon, que trabalhava como operadora de navegação no deck 3, e prometeu apresentá-la ao amigo durante o almoço.
Joe conhecera o major Drago Foxer quando o seu esquadrão teve que cobrir o Arctan no ataque à insurreição da colónia Suna, no quadrante Vega. Regressados a bordo, Joe insistira em pagar-lhe um copo no bar47. Depois de meia-dúzia de vodkas e absintos, ficaram amigos.
Sim, Foxer, esse mesmo nome que vem nas barras de chocolate com arroz, no bom vinho "VinoVeritas" de Orion, nas estações orbitais de abastecimento, etc. Foxer é com certeza uma das marcas comerciais mais conhecidas da galáxia. E é por isso também que a Drago o espaço lhe está no sangue. Praticamente nasceu a bordo de uma nave. Os seus avós começaram por ser efectivamente donos de uma frota de navios de transporte de mercadorias intergalácticos, no início do século passado. Actualmente, possuem as suas próprias estações orbitais comerciais (em Marte, Saturno e Jupiter, sem contar fora do sistema solar) e constroem as suas próprias naves, e inclusive alguns cruzadores para a Federação, como o Tarsus. Joe nuna mencionara que conhecia esse pormenor a Drago, talvez por temer que o amigo se melindrasse ao pensar que Joe estaria a questionar a legitimidade da sua afectação.
Embora financeiramente não precisassem, Dargo e a irmã eram os primeiros do clã Foxer a terem-se alistado na frota federal. Pelo gosto da aventura, confiara entre risos Drago um dia a Joe. A sua irmã, a tenente Ina era uma bonita e escultural morena, mas tímida e doce no trato. Ina estava aliás sob o comando do irmão na unidade Foxer. Ina era irresistível. Mas resistia às investidas de todos os pretendentes. De todos os que Joe conhecera até agora. E até às suas, infelizmente. Ina nunca e deixara seduzir por Joe, mas com este, talvez graças à proximidade com o irmão, deixou nascer uma amizade cúmplice, onde tolerava os seus piropos. Talvez por nunca serem abusivos, gostava de pensar Joe; mas também não eram inocentes de todo. Em todo o caso, ao longo dos anos a amizade instalou-se e fortaleceu-se. Uma amizade a dois, e depois, uma amizade a três.
Crónicas de Joe Iktana, major do Arctan, nave de intervenção do Tarsus-UNS4818, cruzador intergalático de exploração
20090322
20090321
Um dia normal a bordo
Briefing matinal às 0700 com todos os chefes de esquadrão na sala de reuniões junto da ponte do comando superior do Troy.
O general Laurent expôs a situação dos ataques do Lecenti às bases do quadrante beta, os atentados dos insectos Arteeeles às colónias de Murabe. Anunciou ainda a integração de toda a tripulação de todo o pelotão do P35 e do P36 para o Victory, o que fez alguns remexerem nos seus cadeirões.
O general pediu depois que os presentes esquadra propusessem planos e estratégias de contra-ataque.
Os coronéis Mayers-Harihito e Gleis esboçaram planos e novas estratégias, mas a mim pareceu-me que ficara tudo igual. Anunciaram ainda que o Tarsus tinha a partir de hoje um novo contra-tropedeiro, especializado para o ataque aos Arteeeles.
Coube ao jovem capitão Sloran Daren apresentar o Droy 3, pronto a ser lançado pelo major Tellini, que tinha sido transferido do P36 para chefiar a tripulação inicial de 5 homens. Entre questões e contrapontos de Kudovik, Gleis explicou que o Droy 3 iria funcionar para ataques cirurgicais e em binómio com o Droy 2 e passam a ser as naves de vanguarda do Troy. Ambos os esquadrões deviam apoiar o Hevdrung e o Dniepr, numa escalada. O Arctan funcionaria na configuração trio de ataque com o D2 e o D3 e a partir de agora em binómio curto com o Pelotão 103.
O coronel Kudovik limpou a garganta como se se preparasse a discursar e disse que o que precisávamos mesmo era de ser mais flexíveis aquando de ataques com inimigos utilizando uma estratégia nova, que os nossos esquemas de ataque e de defesa eram demasiado rigidos e que esse era o nosso principal ponto fraco. O que ele não percebia é como é que tinhamos tantas derrotas recentes e retiradas quando o Tarsus era o melhor cruzador da terceira frota.
"Coronel, sugere que da próxima vez lancemos o nosso ataque sem estratégia pré-definida, que as nossas forças sejam despejada em alegre randomínia pelo espaço?...", ironizou Hirihito.
"Não, caro coronel, o que eu sugiro é que os nossos pilotos e oficiais aprendam a improvisar e a reagir. Que não deixem o vácuo atrofiar os músculos e os neurónios, que deixem de ser preguiçoso", gritou o final da frase ao bater com o punho cerrado na mesa, que estremeceu de ponta a ponta. Ouviram-se uns protestos,
"Meus caros, vamos lá a ter calma", tentou Laurent, "não estamos aqui para lutar uns contra os outros, mas para perceber como podemos nos coordenar melhor, como podemos...".
"Comandante, se me permite", interrompeu Kudovik, "os nossos homens têm que passar treinos e testes diários ou mesmo várias vezes ao dia e fazerem face a situações novas, improváveis ou até que possam parecer impossível de vencer. Só assim estarão minimamente preparados para o que nos espera na nebulosa de Nari..."
A sua proposta vai ser estudada, Kudovik. Vou falar com os gajos da estratégia, saberá da minha decisão ainda hoje.
Fim do briefing. Pequeno-almoço francês no René Café, no piso 12 do Tarsus, com o Drago e a Ina. Vou pedir croissants à antiga e café com leite. Depois já sei que me vão desafiar para uma meia-maratona pelos conveses exteriores. Ao meio-dia, exercícios tácticos com a tripulação do Arctan no perímetro de segurança. À tarde, controlo técnico e recalibragem da nave. Noite livre para todos, menos para os que estão de piquete. Hoje, Luke e Giulia.
O general Laurent expôs a situação dos ataques do Lecenti às bases do quadrante beta, os atentados dos insectos Arteeeles às colónias de Murabe. Anunciou ainda a integração de toda a tripulação de todo o pelotão do P35 e do P36 para o Victory, o que fez alguns remexerem nos seus cadeirões.
O general pediu depois que os presentes esquadra propusessem planos e estratégias de contra-ataque.
Os coronéis Mayers-Harihito e Gleis esboçaram planos e novas estratégias, mas a mim pareceu-me que ficara tudo igual. Anunciaram ainda que o Tarsus tinha a partir de hoje um novo contra-tropedeiro, especializado para o ataque aos Arteeeles.
Coube ao jovem capitão Sloran Daren apresentar o Droy 3, pronto a ser lançado pelo major Tellini, que tinha sido transferido do P36 para chefiar a tripulação inicial de 5 homens. Entre questões e contrapontos de Kudovik, Gleis explicou que o Droy 3 iria funcionar para ataques cirurgicais e em binómio com o Droy 2 e passam a ser as naves de vanguarda do Troy. Ambos os esquadrões deviam apoiar o Hevdrung e o Dniepr, numa escalada. O Arctan funcionaria na configuração trio de ataque com o D2 e o D3 e a partir de agora em binómio curto com o Pelotão 103.
O coronel Kudovik limpou a garganta como se se preparasse a discursar e disse que o que precisávamos mesmo era de ser mais flexíveis aquando de ataques com inimigos utilizando uma estratégia nova, que os nossos esquemas de ataque e de defesa eram demasiado rigidos e que esse era o nosso principal ponto fraco. O que ele não percebia é como é que tinhamos tantas derrotas recentes e retiradas quando o Tarsus era o melhor cruzador da terceira frota.
"Coronel, sugere que da próxima vez lancemos o nosso ataque sem estratégia pré-definida, que as nossas forças sejam despejada em alegre randomínia pelo espaço?...", ironizou Hirihito.
"Não, caro coronel, o que eu sugiro é que os nossos pilotos e oficiais aprendam a improvisar e a reagir. Que não deixem o vácuo atrofiar os músculos e os neurónios, que deixem de ser preguiçoso", gritou o final da frase ao bater com o punho cerrado na mesa, que estremeceu de ponta a ponta. Ouviram-se uns protestos,
"Meus caros, vamos lá a ter calma", tentou Laurent, "não estamos aqui para lutar uns contra os outros, mas para perceber como podemos nos coordenar melhor, como podemos...".
"Comandante, se me permite", interrompeu Kudovik, "os nossos homens têm que passar treinos e testes diários ou mesmo várias vezes ao dia e fazerem face a situações novas, improváveis ou até que possam parecer impossível de vencer. Só assim estarão minimamente preparados para o que nos espera na nebulosa de Nari..."
A sua proposta vai ser estudada, Kudovik. Vou falar com os gajos da estratégia, saberá da minha decisão ainda hoje.
Fim do briefing. Pequeno-almoço francês no René Café, no piso 12 do Tarsus, com o Drago e a Ina. Vou pedir croissants à antiga e café com leite. Depois já sei que me vão desafiar para uma meia-maratona pelos conveses exteriores. Ao meio-dia, exercícios tácticos com a tripulação do Arctan no perímetro de segurança. À tarde, controlo técnico e recalibragem da nave. Noite livre para todos, menos para os que estão de piquete. Hoje, Luke e Giulia.
20090320
Flashback histórico: O ano de 2063
O primeiro contacto não teve lugar
Setembro 3, 2063
Há muito que pensávamos estar prontos. Prontos para o primeiro contacto. Arrogantes e orgulhosos da nossa tecnologia, da nossa indústria, da nossa ciência, da nossa arquitectura, da nossa literatura, da nossa civilização acreditávamos há mais de um século que seres de outros mundos que, por ventura, passassem na vizinhança do nosso planeta haveriam de deter-se e maravilhar-se ou, pelo menos, achar curioso o nosso pequeno mundo azul pululante de vida e ansioso por fazer parte de um destino maior.
Mas o próprio conceito de primeiro contacto estava erróneo. Errado porque nos recusámos a entender os sinais anunciadores, sinais tão claros e tão óbvios que uma criança teria percebido. E, no entanto, esses sinais foram-nos deixados ao longo dos séculos por tantos povos sábios. Preferimos o conforto da nossa cegueira. Preferimos calar o que não conseguíamos explicar. Considerámos esses indícios curiosidades atípicas e ocasionais, que não eram dignos de explicação e que deveriam ser, por certo, fruto da imaginação mística galopante das civilizações primitivas que nos precederam neste planeta.
Com a nossa presunção característica, nada ou pouco aprendemos da nossa história e da herança dos nossos antepassados. Esquecemos que foram essas civilizações que deram origem às nossas crenças, às nossas línguas, às nossas culturas. Algumas dessas civilizações sabiam, tinham alcançado um nível de consciência que nós, com toda a nossa tecnologia, estamos ainda hoje longe de igualar. Os nossos antepassados da Atlândia, de Mu, de Xia, de Badari, de Eridu, de Ur, de Mari, da Acádia, de Tenochtitlan, de Harappa sabiam que o nosso planeta não era um ilhéu perdido no mapa celeste e que nós não estávamos, nem estamos, nunca estivemos sozinhos.
O ano exacto
As palavras de ordem este ano eram "primeiro contacto". Eram as mais googladas, as mais procuradas nas ciber-enciclopédias e nas redes de discussão em linha.
Este ano de 2063 havia sido declarado pela Unesco "Ano Roddenberry". Desde Janeiro sucediam-se por muitas cidades à volta do globo os espectáculos, os concertos, os festivais de cinema, de teatro e as convenções de trekkies e anti-trekkies. Todos os tipos de media, desde os skypes para animais domésticos às revistas à antiga, em papel verdadeiro, debruçaram-se sobre o mesmo tema. E as redifusões do episódio da mítica série Star Trek que fixava a primeira visita extraterrestre à Terra a 5 de Abril deste ano eram transmitidas non-stop.
Até os ficciohistoriadores, que tinham inventado há coisa de uma década uma nova disciplina, mais hóbi literário do que verdadeira ciência humana, tinham decidido organizar um grande happening em Bozeman, no estado do Montana (lugar onde deveriam desembarcar os famosos Vulcanos de Roddenberry), para comemorar mais um dos muitos não-eventos que a ficção científica e os romances de antecipação haviam anunciado ao longo do último meio milénio.
O dia 5 de Abril marcou assim o ponto alto das festividades. Num espectáculo patrocinado pelas maiores marcas do mundo que durou 24 horas e que pode ser visível de todos os pontos da Terra, a base lunar internacional aderiu aos festejos e a face luminosa da lua arborou o logo star trek, logo seguido em slides sucessivos pela bandeira da Federação dos Planetas Unidos e dos estandartes vulcano, klingon, romuliano, cardassiano, bajorano e de todas as raças criadas pela série.
A Humanidade, ou pelo menos parte dela, exorcizava assim, através de uma festa colectiva e globalizada, um dos seus medos primórdios: o contacto com seres de outro mundo.
E mesmo se, pelos registos oficiais, militares ou civis, nunca nenhum ET tivesse sido avistado até aqui, tudo fazia prever que isso iria acabar por aconteceu nos próximos anos ou décadas.
E aconteceu. Este ano. Mas não foi nada como muitos de nós esperávamos.
Era um domingo, 5 de Agosto. O dia tinha nascido chuvoso e cinzento na Europa.
Setembro 3, 2063
Há muito que pensávamos estar prontos. Prontos para o primeiro contacto. Arrogantes e orgulhosos da nossa tecnologia, da nossa indústria, da nossa ciência, da nossa arquitectura, da nossa literatura, da nossa civilização acreditávamos há mais de um século que seres de outros mundos que, por ventura, passassem na vizinhança do nosso planeta haveriam de deter-se e maravilhar-se ou, pelo menos, achar curioso o nosso pequeno mundo azul pululante de vida e ansioso por fazer parte de um destino maior.
Mas o próprio conceito de primeiro contacto estava erróneo. Errado porque nos recusámos a entender os sinais anunciadores, sinais tão claros e tão óbvios que uma criança teria percebido. E, no entanto, esses sinais foram-nos deixados ao longo dos séculos por tantos povos sábios. Preferimos o conforto da nossa cegueira. Preferimos calar o que não conseguíamos explicar. Considerámos esses indícios curiosidades atípicas e ocasionais, que não eram dignos de explicação e que deveriam ser, por certo, fruto da imaginação mística galopante das civilizações primitivas que nos precederam neste planeta.
Com a nossa presunção característica, nada ou pouco aprendemos da nossa história e da herança dos nossos antepassados. Esquecemos que foram essas civilizações que deram origem às nossas crenças, às nossas línguas, às nossas culturas. Algumas dessas civilizações sabiam, tinham alcançado um nível de consciência que nós, com toda a nossa tecnologia, estamos ainda hoje longe de igualar. Os nossos antepassados da Atlândia, de Mu, de Xia, de Badari, de Eridu, de Ur, de Mari, da Acádia, de Tenochtitlan, de Harappa sabiam que o nosso planeta não era um ilhéu perdido no mapa celeste e que nós não estávamos, nem estamos, nunca estivemos sozinhos.
O ano exacto
As palavras de ordem este ano eram "primeiro contacto". Eram as mais googladas, as mais procuradas nas ciber-enciclopédias e nas redes de discussão em linha.
Este ano de 2063 havia sido declarado pela Unesco "Ano Roddenberry". Desde Janeiro sucediam-se por muitas cidades à volta do globo os espectáculos, os concertos, os festivais de cinema, de teatro e as convenções de trekkies e anti-trekkies. Todos os tipos de media, desde os skypes para animais domésticos às revistas à antiga, em papel verdadeiro, debruçaram-se sobre o mesmo tema. E as redifusões do episódio da mítica série Star Trek que fixava a primeira visita extraterrestre à Terra a 5 de Abril deste ano eram transmitidas non-stop.
Até os ficciohistoriadores, que tinham inventado há coisa de uma década uma nova disciplina, mais hóbi literário do que verdadeira ciência humana, tinham decidido organizar um grande happening em Bozeman, no estado do Montana (lugar onde deveriam desembarcar os famosos Vulcanos de Roddenberry), para comemorar mais um dos muitos não-eventos que a ficção científica e os romances de antecipação haviam anunciado ao longo do último meio milénio.
O dia 5 de Abril marcou assim o ponto alto das festividades. Num espectáculo patrocinado pelas maiores marcas do mundo que durou 24 horas e que pode ser visível de todos os pontos da Terra, a base lunar internacional aderiu aos festejos e a face luminosa da lua arborou o logo star trek, logo seguido em slides sucessivos pela bandeira da Federação dos Planetas Unidos e dos estandartes vulcano, klingon, romuliano, cardassiano, bajorano e de todas as raças criadas pela série.
A Humanidade, ou pelo menos parte dela, exorcizava assim, através de uma festa colectiva e globalizada, um dos seus medos primórdios: o contacto com seres de outro mundo.
E mesmo se, pelos registos oficiais, militares ou civis, nunca nenhum ET tivesse sido avistado até aqui, tudo fazia prever que isso iria acabar por aconteceu nos próximos anos ou décadas.
E aconteceu. Este ano. Mas não foi nada como muitos de nós esperávamos.
Era um domingo, 5 de Agosto. O dia tinha nascido chuvoso e cinzento na Europa.
20090319
Rearmando o Arctan
O Arctan estava secretamente a ser rearmado. A nave iria, a partir de agora, contar com dois drones de ataque, tipo XPC. A equipa iria ser reforçada com Arani Rife, uma kianutsine especializada em transmissões e navegações subespaciais, na defesa táctica, directamente transferida da Academia Federal de Kianu para o Tarsus.
O Tarsus e toda a terceira frota (criada no incício da Federação) tinham atingido a fronteira com o império Lecenti e queriam fazer recuar a raça azul para as suas linhas iniciais, para lá do enxame de Virgem. Várias batalhas tinham-se travado desde que os Lecenti tentaram forçar a fronteira federal há cerca de três anos e a Federação tinha sido obrigada a ceder zonas inteiras do quadrante perante os invasores ávidos. Joe perdera alguns amigos a bordo nos recentes ataques dos Lecenti, sobretudo vários colegas do Victory.
Desde Janeiro uma nova frota tinha sido criada, no sistema de itona-Aantil, a 28a. Nunca a Federação tinha tido tantas frotas operacionais em simultâneo no universo conhecido. Depois da paz com a União de Iu, o armistício com os Arrioc, os perigos iminentes eram os Lecentis, na galáxcia, e os Kolnares, nos arredores imediatos desta.
A Federação não se tinha entendido para uma cooperação com a Aliança de Andrómeda, nomeadamente para a pacificação das colónias kolnares, mas entre as duas federações havia uma entente tácita.
A Aliança de Andrómeda tinha sofrido recentemente um ataque diplomático e vários tinham sido os planetas e povos a abandonarem a aliança e a abrirem-se mais à federação.
Os sinutinos, dependentes das colónias kolnares, tinham-se revoltado e deposto o seu monarca déspota e procuravam o apoio da federação e da aliança. Outras tentativas de sublevações tinham sido tentadas, mas sem o sucesso dos sinuitas.
Na própria Federação, o jogos de poderes tinha complicado as tomadas de decisões. Alguns haviam temido o estremecimento do Comando.
O Tarsus e toda a terceira frota (criada no incício da Federação) tinham atingido a fronteira com o império Lecenti e queriam fazer recuar a raça azul para as suas linhas iniciais, para lá do enxame de Virgem. Várias batalhas tinham-se travado desde que os Lecenti tentaram forçar a fronteira federal há cerca de três anos e a Federação tinha sido obrigada a ceder zonas inteiras do quadrante perante os invasores ávidos. Joe perdera alguns amigos a bordo nos recentes ataques dos Lecenti, sobretudo vários colegas do Victory.
Desde Janeiro uma nova frota tinha sido criada, no sistema de itona-Aantil, a 28a. Nunca a Federação tinha tido tantas frotas operacionais em simultâneo no universo conhecido. Depois da paz com a União de Iu, o armistício com os Arrioc, os perigos iminentes eram os Lecentis, na galáxcia, e os Kolnares, nos arredores imediatos desta.
A Federação não se tinha entendido para uma cooperação com a Aliança de Andrómeda, nomeadamente para a pacificação das colónias kolnares, mas entre as duas federações havia uma entente tácita.
A Aliança de Andrómeda tinha sofrido recentemente um ataque diplomático e vários tinham sido os planetas e povos a abandonarem a aliança e a abrirem-se mais à federação.
Os sinutinos, dependentes das colónias kolnares, tinham-se revoltado e deposto o seu monarca déspota e procuravam o apoio da federação e da aliança. Outras tentativas de sublevações tinham sido tentadas, mas sem o sucesso dos sinuitas.
Na própria Federação, o jogos de poderes tinha complicado as tomadas de decisões. Alguns haviam temido o estremecimento do Comando.
20090311
20090301
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