Briefing matinal às 0700 com todos os chefes de esquadrão na sala de reuniões junto da ponte do comando superior do Troy.
O general Laurent expôs a situação dos ataques do Lecenti às bases do quadrante beta, os atentados dos insectos Arteeeles às colónias de Murabe. Anunciou ainda a integração de toda a tripulação de todo o pelotão do P35 e do P36 para o Victory, o que fez alguns remexerem nos seus cadeirões.
O general pediu depois que os presentes esquadra propusessem planos e estratégias de contra-ataque.
Os coronéis Mayers-Harihito e Gleis esboçaram planos e novas estratégias, mas a mim pareceu-me que ficara tudo igual. Anunciaram ainda que o Tarsus tinha a partir de hoje um novo contra-tropedeiro, especializado para o ataque aos Arteeeles.
Coube ao jovem capitão Sloran Daren apresentar o Droy 3, pronto a ser lançado pelo major Tellini, que tinha sido transferido do P36 para chefiar a tripulação inicial de 5 homens. Entre questões e contrapontos de Kudovik, Gleis explicou que o Droy 3 iria funcionar para ataques cirurgicais e em binómio com o Droy 2 e passam a ser as naves de vanguarda do Troy. Ambos os esquadrões deviam apoiar o Hevdrung e o Dniepr, numa escalada. O Arctan funcionaria na configuração trio de ataque com o D2 e o D3 e a partir de agora em binómio curto com o Pelotão 103.
O coronel Kudovik limpou a garganta como se se preparasse a discursar e disse que o que precisávamos mesmo era de ser mais flexíveis aquando de ataques com inimigos utilizando uma estratégia nova, que os nossos esquemas de ataque e de defesa eram demasiado rigidos e que esse era o nosso principal ponto fraco. O que ele não percebia é como é que tinhamos tantas derrotas recentes e retiradas quando o Tarsus era o melhor cruzador da terceira frota.
"Coronel, sugere que da próxima vez lancemos o nosso ataque sem estratégia pré-definida, que as nossas forças sejam despejada em alegre randomínia pelo espaço?...", ironizou Hirihito.
"Não, caro coronel, o que eu sugiro é que os nossos pilotos e oficiais aprendam a improvisar e a reagir. Que não deixem o vácuo atrofiar os músculos e os neurónios, que deixem de ser preguiçoso", gritou o final da frase ao bater com o punho cerrado na mesa, que estremeceu de ponta a ponta. Ouviram-se uns protestos,
"Meus caros, vamos lá a ter calma", tentou Laurent, "não estamos aqui para lutar uns contra os outros, mas para perceber como podemos nos coordenar melhor, como podemos...".
"Comandante, se me permite", interrompeu Kudovik, "os nossos homens têm que passar treinos e testes diários ou mesmo várias vezes ao dia e fazerem face a situações novas, improváveis ou até que possam parecer impossível de vencer. Só assim estarão minimamente preparados para o que nos espera na nebulosa de Nari..."
A sua proposta vai ser estudada, Kudovik. Vou falar com os gajos da estratégia, saberá da minha decisão ainda hoje.
Fim do briefing. Pequeno-almoço francês no René Café, no piso 12 do Tarsus, com o Drago e a Ina. Vou pedir croissants à antiga e café com leite. Depois já sei que me vão desafiar para uma meia-maratona pelos conveses exteriores. Ao meio-dia, exercícios tácticos com a tripulação do Arctan no perímetro de segurança. À tarde, controlo técnico e recalibragem da nave. Noite livre para todos, menos para os que estão de piquete. Hoje, Luke e Giulia.
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